08.25.08

O Lobo das Planícies

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Para a galera que curte mais a área de história, aí vai um livro muito bom:

Temujin tinha apenas 11 anos quando seu pai foi morto. Filho do líder da tribo, o menino foi então abandonado, e começou a vagar pelas planícies.

Em pouco tempo, Temujin dominava o arco-e-flecha, demonstrando grande habilidade com armas. Ao reunir outros excluídos como ele, logo Temujin conquistaria diversas tribos.

A grande jornada apenas começava, um novo imperador estava nascendo: Gêngis Khan.

O lobo das planícies é o primeiro volume da série O conquistador, que recria a saga do imperador mongol Gêngis Khan e de seus descendentes.

08.13.08

O inesperado é a chave para entender o mundo.

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Quem já não perdeu todo trabalho de um dia por causa de uma queda de energia ou um HD que pifou do nada? Sorte ou azar, o fato é que a imprevisibilidade domina nossas vidas para o mal e para o bem (talvez seja a hipocrisia que nos impeça de entender isso de forma mais racional). Para nosso alívio, foi lançado nos EUA “The Black Swan: the Impact of the High Improbable – Cisne Negro: o Impacto do Altamente Improvável”, de Nassim Nicholas Taleb, libanês, professor de Administração da University of Massachusetts e presidente da Empirica, uma empresa de investimento privado em Nova Iorque. O nome do livro vem de um fato curioso: assim como você (pode confessar!), eu jamais pensei que houvesse cisnes de outra cor, senão brancos. Segundo reportagem da Revista Negócios n°5, até 1697, quando descobriu-se um cisne negro na Austrália, a Europa também pensava assim. De fato, vivemos a era dos gurus e das fórmulas prontas para o sucesso e todos buscamos ser guiados por algo que nos conduza a um futuro promissor. Empresários e economistas geralmente acreditam em controle e previsibilidade, mas, vira e mexe, são pegos com as calças nas mãos. Não conseguem explicar (que dirá reproduzir?!) o sucesso de empresas como o Google ou o fracasso de empresas como Agfa, Kodak ou Fuji. “Não é estranho que um evento ocorra justamente porque ele não deveria acontecer?”, diz o autor.

Uma lógica assustadoramente simples.

Certa vez, atendi a uma palestra em que o orador fez uma interessante experiência para demonstrar uma característica do comportamento humano. Trazia consigo uma enorme cartolina e, ao abri-la, pediu que descrevessem o que tinha em mãos. Ao que alguém da assistência disse: “um ponto preto no centro de uma cartolina branca!” O palestrante então perguntou: “mesmo o branco representando 99,9% da área dessa folha, por que esse minúsculo ponto preto, que representa apenas 0,1%, foi descrito em primeiro lugar?” Taleb diz: “Nossa tendência mental não é a de aprender regras, mas fatos e dados isolados. Olhamos para centavos e não para dólares. O quadro geral pode apontar distintamente para uma crise, mas, preferimos nos fixar nas particularidades da microconjuntura.” Taleb vaticina: “O futuro será cada vez menos previsível, apesar do nosso progresso e conhecimento” e nos instrui a lutar contra a padronização do pensamento. A reportagem da Revista Exame n°900 diz que o autor “prega que é fundamental manter o hábito de questionar estruturas de pensamento e atitudes, mesmo que isso exija ações não-ortodoxas (como deixar de assistir TV) ou a busca de conhecimento em áreas de arte, literatura, filosofia e psicologia.” Isso explica por que algumas poucas pessoas, trabalhando em rede, com pensamento atípico têm mudado tanto o mundo ultimamente.

08.11.08

Graduação em enfermagem cresce 54% em três anos; qualidade é questionada

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Na esteira da abertura de programas assistenciais do governo e do aumento da expectativa de vida do brasileiro, a expansão de graduações na área de saúde caminha de vento em popa. Os enfermeiros que o digam.

Se em 2004 o Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) avaliou 351 cursos superiores de enfermagem no país, em 2007 o número de graduações subiu para 540. Um crescimento de 54% do campo em três anos. E o setor privado é responsável por 80% desse filão, refletindo na queda da concorrência nos vestibulares da rede pública.

“As universidades públicas não dão conta do mercado de enfermeiros. É um curso com muita procura porque é uma profissão que não falta emprego”, garante a doutora Almerinda Moreira, membro da Câmara Técnica de Assistência do Cofen (Conselho Federal de Enfermagem).

CURSOS COM CONCEITO 5
Unifal Alfenas (MG) 56,2
UEL Londrina (PR) 55,8
UFTM Uberaba (MG) 55,6
Unesp Botucatu (SP) 53,1
UFMG Belo Horizonte (MG) 52,6
UFMT Cuiabá (MT) 51,8
UFMT Rondonópolis (MT) 51,8
Famerp São José do Rio Preto (SP) 50,7
Faculdade Cidade Média na prova

Mas se o mercado profissional dita a tendência no ensino superior, o resultado do Enade ainda sugere que quantidade não é sinônimo de qualidade. Pelo menos 104 cursos de enfermagem ficaram na malha fina do MEC (Ministério da Educação).

Essas graduações tiraram notas 1 e 2 –de uma escala que vai até 5– no CPC (Conceito Preliminar de Curso), método que norteia as vistorias feitas por uma equipe do governo. Com 1 e 2, os cursos entram automaticamente na lista de fiscalização in loco.

Dos 504 cursos avaliados, 212 ainda ficaram sem conceito. Alguns porque são novos e ainda não têm alunos formados, outros porque tiveram menos de dez participantes no exame ou, ainda, por atraso das instituições no repasse de informações.

De recuperação
O curso de enfermagem da mineira FCJP (Faculdade Cidade de João Pinheiro), particular do município de mesmo nome, foi o único que teve conceito 1 nos três indicadores do Enade: nota da prova, IDD (índice que avalia o conhecimento do aluno ao entrar e ao sair do curso) e CPC. A graduação foi aberta em setembro de 2002 e sua primeira turma de formandos, que saiu este ano, fez uma média de menos de 30% na prova.

A coordenadora acadêmica da FCJP, Maria Rita Ferreira Dias de Souza, diz que não acredita em falhas da instituição, mas do sistema de avaliação do Enade. Segundo ela, os egressos não fizeram a prova porque, na época da inscrição, já haviam concluído o curso e “não havia um campo próprio no formulário para inscrevê-los”. Assim, participaram do Enade apenas os ingressantes.

“Esses ingressantes não tiveram disciplinas especificas da área de formação básica da enfermagem. Eles não poderiam obter uma média compatível com o que se espera de um egresso do curso. Seria o mesmo que exigir de uma criança do 1º ano do ensino fundamental o conhecimento do 5º ano”, compara.

Segundo Maria Rita, a instituição recebeu uma comissão avaliadora do MEC em 2006, que deu parecer favorável para reconhecimento. “Independente da nota, a FCJP já fez muitos ajustes no sentido de melhoria do curso. Vamos conscientizar os alunos sobre a importância do Enade para que não haja boicote. Fomos informados, pelos próprios alunos, que muitos não fizeram a prova por não concordarem com o sistema”, conta.

O curso de enfermagem da FCJP tem matriculados, hoje, 89 alunos.