04.25.08

MEC quer melhoria em 20% dos cursos de Medicina

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Cerca de 20% dos cursos de Medicina do Brasil terão de passar por um processo de supervisão especial do Ministério da Educação (MEC) porque tiveram notas insuficientes no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). De acordo com o secretário de Educação Superior do MEC, Ronaldo Mota, as universidades deverão assinar termos de compromisso para melhorias em seus cursos de Medicina, como ocorreu com a área de Direito.


Segundo o governo, a lista com os nomes de aproximadamente 30 cursos será divulgada em breve, quando forem concluídos os resultados da prova, realizada em 2007. A maioria deles é oferecida por universidades privadas, mas há a expectativa de a lista conter dois cursos de instituições federais. O processo de supervisão começará na terça-feira, quando será ouvida uma comissão coordenada pelo ex-ministro Adib Jatene. O médico foi convidado pelo ministério em fevereiro para ajudar na definição de novos critérios para avaliação de cursos da área.


As mudanças nos cursos serão definidas por uma comissão, mas, segundo o MEC, haverá obrigações de melhoria do corpo docente, do projeto pedagógico e nos hospitais universitários. Além disso, o governo informou que poderá determinar a diminuição no número de vagas nos vestibulares dos cursos que não tiveram bom desempenho. O processo na área de Direito culminou também com o fechamento de cerca de 20 mil vagas. O MEC iniciou trabalhos semelhantes com cursos de Pedagogia e Normal Superior.

04.17.08

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Após duas semanas, os estudantes da UnB (Universidade de Brasília) decidiram hoje em assembléia desocupar o prédio da reitoria da universidade. A desocupação começa amanhã –o prédio está ocupado desde o último dia 03.

De acordo com os alunos, os estudantes vão se manter em estado de mobilização. “A desocupação acaba, mas permanecemos em estado de mobilização. Queremos manter um calendário de negociação”, disse Karla Gamba, uma das representantes do comitê de negociação dos estudantes da UnB.

Quando iniciaram a ocupação, os estudantes reivindicavam a saída do então reitor Timothy Mulholland, suspeito de envolvimento com suposto desvio de recursos da Finatec –que renunciou ao cargo no domingo– para decoração de seu apartamento funcional. Mesmo após a renúncia de Mulholland, os estudantes vinham mantendo a ocupação. Eles agora querem realização de eleições paritárias para escolha do reitor.

Ontem, os estudantes se reuniram com novo reitor da UnB, Roberto Aguiar. Ao sair do encontro, reitor e alunos adotaram discursos diferentes. Aguiar afirmou que os estudantes deixaram a reitoria em 48 horas. “Estabelecemos um prazo para sair. Vão sair em 48 horas.”

Depois Aguiar recuou e afirmou que essa era a expectativa dele. “A minha expectativa é que em 48 horas ou menos eles saiam.”

Já os alunos disseram que essa decisão só poderia ser tomada em assembléia, como ocorreu hoje.

Eleições paritárias

Atualmente, o voto dos estudantes tem peso de 15%. O voto dos professores tem peso de 70% e os, dos servidores, de 15%. A saída dos membros da direção da reitoria da UnB era uma das principais reivindicações do DCE (Diretório Central dos Estudantes).

Reportagem da Folha informa que a paridade pode esbarrar em um obstáculo legal. A LDB (Lei de Diretrizes e Bases) estabelece que ‘os docentes ocuparão 70% dos assentos em cada órgão colegiado e comissão, inclusive nos que tratarem da elaboração e modificações (…) da escolha de dirigentes’.

Segundo o ministro Fernando Haddad (Educação), as universidades podem fazer consultas informais paritárias antes do pleito oficial, e os 70% dos professores previstos por lei acatem o nome sugerido.

04.14.08

Estudantes da UnB decidem manter reitoria ocupada.

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Apesar dos pedidos de demissão de reitor e vice-reitor, alunos querem ver atendidas outras reivindicações.

Estudantes durante ocupação

Reunidos nesta segunda-feira, 14, em assembléia, os estudantes da Universidade de Brasília (UnB) decidiram manter a ocupação da reitoria, apesar dos pedidos de demissão do reitor Timothy Mulholland e do vice-reitor Edgar Mamya. Os estudantes querem ver atendidas outras reivindicações.

A assembléia dos estudantes começou por volta do meio-dia.  Depois da renúncia do reitor, Timothy Mulholland, e do pedido de exoneração do vice, Edgard Mamyia, no final de semana, os universitários discutem agora sua participação na indicação do nome do reitor temporário, que deve ser definido nesta segunda em reunião do Conselho Superior Universitário (Consuni), às 15 horas. O reitor interino será responsável pela organização de novas eleições.

As denúncias contra o reitor Timothy Mullholland surgiram no início de fevereiro, em meio ao escândalo da farra com os cartões corporativos, que resultou na saída da ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro. A universidade apareceu como líder no ranking de instituições federais em gastos com cartões, e Mulholland teria usado recursos públicos de uma fundação, no total de R$ 470 mil, para mobiliar o apartamento funcional ocupado pelo reitor.

Por conta das denúncias, a reitoria da universidade foi ocupada no dia 3 de abril pelos alunos, que reivindicavam o afastamento definitivo de Mulholland, anunciado neste domingo.

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Alunos da UnB decidem manter invasão e paralisar aulas.


04.10.08

Alunos da UnB decidem manter invasão e paralisar aulas.

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Os estudantes que invadiram a reitoria da UnB (Universidade de Brasília) decidiram ontem, em assembléia, manter a invasão e paralisar as aulas amanhã. Hoje a tomada do prédio completa uma semana.

Os alunos se mantêm firmes na idéia de só deixarem o prédio após a renúncia do reitor, Timothy Mulholland. Segundo o movimento, a assembléia reuniu 1.600 alunos. A UnB não soube dizer o total de participantes e a PM não estava presente.

Os alunos também decidiram interromper negociações com a reitoria até que a água e a luz sejam religadas –foram cortadas na segunda.

O movimento de invasão, no entanto, encontra resistência entre os próprios estudantes e funcionários da universidade.

“Eles fazem poucas disciplinas, por isso invadem. Nós, que cursamos muitas matérias, temos que estudar. Não vamos paralisar na sexta”, disse Angélica Queiroz, 19, aluna de engenharia civil. Por outro lado, a estudante de letras que se identificou como Raiana diz ser a favor da paralisação. “A greve vai depender de um apoio maciço dos alunos ou não funcionará.”

Manifestações contrárias à ocupação esquentaram o clima pela manhã, quando cerca de 300 servidores e professores da UnB foram à reitoria, em apoio ao reitor. Alunos e um servidor, que não quis se identificar, acusaram a Prefeitura da UnB de ter coagido servidores a participarem do ato. A UnB nega.

“Desde quinta, a reitoria não funciona, temos editais com data marcada e concursos para contratar funcionários”, disse a professora Denise Rezende, do curso de biologia.

João Victor Venâncio Medeiros, 18, aluno de artes cênicas que caiu anteontem à noite de um dos andares do prédio, passa bem e já retornou à reitoria.

Um peso que recai sobre os alunos, principalmente os vinculados ao Diretório Central dos Estudantes, é a multa determinada pela Justiça de R$ 5.000 por hora de invasão. O total até ontem era de cerca de R$ 700 mil. Estão recorrendo.

Mulholland foi intimado, na noite de anteontem, a depor no Ministério Público do Distrito Federal, na próxima quarta, para explicar as relações entre as fundações de apoio e a UnB.

Ele foi acusado em ação de improbidade administrativa de usar de forma “ilegal” recursos que deveriam ser destinados a pesquisa na decoração de apartamento funcional. Mulholland se defendeu em nota: “Finalmente, tenho o direito de conhecer a acusação e de me defender na Justiça, onde meus direitos serão respeitados”.

Duas assembléias, uma de professores e outra de servidores, estão previstas para hoje.

04.08.08

Educação 24 horas!

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Oiii gente,

estava vendo alguns sites relacionados a educação e encontrei o Educação 24horas, que me interessou bastante. Achei que o conteúdo era bem relacionado com esse blog.

É voltado para crianças e adolescentes, desde os que acabam de ingressar o colégio, com jogos educativos e historinhas, onde a criança brinca e aprende ao mesmo tempo, até por adolescentes que estão se preparando para o vestibular, com resumos, atualidades, professores online 24 horas por dia, respondendo a todas as perguntas, inclusive de inglês e espanhol. Cada público tem uma área específica no site.

Tem uma parte do site dedicada a pesquisas escolares, na qual ajuda a adolescente/criança a achar conteúdo para trabalhos ou provas.

O melhor do site é o conteúdo dele. É bem focado nas necessidades do adolescente e da criança, quando pensamos nos estudos. Além disso, os pais podem ficar mais tranquilos ao deixarem seus filhos pequenos brincarem na internet. Atualmente é dificil achar um site que seja 100% confiável.

Abaixo tem uma imagem com o link para o site. Quem gostar, é só entrar e se cadastrar.

04.04.08

Melhores públicas do Enem escolhem alunos com prova

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A lista das dez mais do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2007 traz apenas duas escolas públicas: os colégios de aplicação da UFV e da UFRJ. Ligadas a universidades federais, as duas instituições aplicam provas para selecionar os estudantes para as suas “ilhas de excelência”.


No Coluni, o colégio de aplicação da UFV (Universidade Federal de Viçosa), de Minas Gerais, anualmente, uma média de 1.490 alunos que terminam o ensino fundamental disputa as 150 vagas oferecidas para cursar o ensino médio na instituição.

 

Esse vestibular precoce, o “vestibulinho” – nos moldes dos exames de seleção aplicados por universidades, com questões discursivas, objetivas e redação -, é apontado pela instituição como um dos motivos do bom desempenho da instituição.


“Os alunos que entram querem aprender e por isso se saem bem”, diz Catarina Greco Alves, orientadora educacional do Coluni.


Segundo Alves, 63,75% dos alunos da escola, gratuita, fizeram ensino fundamental em colégios particulares.

 

 

Sorte

 

 

Na escola de aplicação da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a seleção é feita com prova e sorteio, dependendo da série.


Em 2007, 1.241 jovens inscreveram-se para a seleção das 30 vagas oferecidas pela escola de aplicação no ensino médio. A concorrência de 41,37 candidatos por vaga é maior do que a enfrentada pelos candidatos a uma vaga de medicina em 2008 na UFRJ (27,58).


Depois de fazerem teste de português e matemática, os alunos que acertam pelo menos a metade de cada um dos testes vão a sorteio decidir quem consegue uma das vagas no ensino médio.


No ensino fundamental, as crianças são selecionadas apenas por sorteio. A seleção aleatória, para Celina Costa, diretora geral do colégio, contribui para a diversidade socioeconômica dos alunos.


“Na escola particular, estuda a classe média; nas públicas, geralmente, as classes menos favorecidas; aqui, o garoto da favela estuda com o menino da Barra da Tijuca”, disse Costa.


Para a explicar o bom desempenho dos alunos no Enem, a diretora diz que “não tem fórmula mágica”. “Damos aula, com giz e lousa. Quando não temos retroprojetor, utilizamos cartolina, canetinha e fazemos cartazes”, disse Costa.


“Temos um corpo docente estável e qualificado (a maioria é de mestres e doutores), que tem plano de carreira e incentivos para permanecer na instituição”, disse.

04.02.08

Pressão dos pais dificulta escolha profissional

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Quando a expectativa fica muito grande, vestibulando deve dialogar com a família. Sucesso dos filhos na carreira é principal desejo de pais de estudantes do ensino médio.

 

 

A principal preocupação dos pais é com o futuro dos filhos e uma pesquisa realizada em uma escola de Belo Horizonte revelou que pai de vestibulando sofre: 85% dos entrevistados afirmaram que o sucesso profissional dos filhos é o que mais os angustia. Mas a expectativa da família só aumenta o problema na hora de escolher a carreira.

“Estou um pouco nervoso, quero fazer cinco faculdades diferentes!”, conta Hermano Rauch, de 17 anos. Os colegas dele vivem a mesma indecisão e cobrança: “Meu pai, por exemplo, é formado em direito. Então ele e minha mãe ficam tentando me convencer a estudar direito”, conta Yuti Alvarenga, também de 17 anos.

Para a orientadora profissional, Carla Couto, exigência é diferente de pressão e tem de ser feita com afetividade. “Se a pressão está muito forte, tem que fazer jogo aberto mesmo, e dialogar com os pais”, diz.

As dúvidas e a tentativa de agradar aos outros levaram Renato Melgaço, de 24 anos, a fazer escolhas erradas. “Fiz um mês de publicidade, larguei e depois fiz dois períodos e meio de direito. Larguei de novo, fiz mais dois de matemática, e agora estou na educação física. Acho que é o que eu quero”, conta. 

O exemplo de Renato não aliviou a barra da irmã, Laylla. “Nós queremos ver acontecer, vamos exigir. Afinal de contas, o tempo é muito importante e precisa ser aproveitado”, diz o pai deles. Alem da pressão da família, Laylla Melgaço tem outro tormento. “Hoje em dia tem milhões de cursos, isso deixa mais difícil a nossa escolha”, conta a garota, de 17 anos. 

Segundo dados do ministério da Educação (MEC), são oferecidos 569 cursos em 84 áreas diferentes nas universidades de todo o país. Só Engenharia, por exemplo, chega a ter 50 especializações. 

 

Comece pela área de trabalho

 

Para a orientadora profissional Denise Nascimento, o estudante do terceiro ano do ensino médio precisa saber pelo menos a área de trabalho em que quer atuar até o meio do ano. Ela também diz que pesquisar tudo sobre as profissões ajuda na escolha. “O aluno deve olha o currículo daquela profissão, as matérias que são dadas na faculdade”, ensina.

“O estudante tem que se perguntar: ‘que tipo de trabalho eu tenho que fazer para ser um profissional dessa área?’ As minhas características de personalidade, de interesse e de aptidão são condizentes com esse mercado?”.